Em janeiro de 2026, a Justiça dos Estados Unidos determinou o bloqueio de bens do World Healing Center (WHCC), ministério liderado pelo conhecido televangelista Benny Hinn. A decisão, emitida pelo juiz John P. Chupp, do 141º Tribunal Distrital do Condado de Tarrant, no Texas, visa garantir o pagamento de uma dívida de mais de US$ 144 mil à empresa de marketing PrintMPro (antiga PrintMailPro).
Segundo os autos, a PrintMPro prestou serviços de impressão e marketing por mala direta ao ministério entre janeiro e maio de 2025, mas não recebeu o valor acordado. A empresa então recorreu à Justiça, que já havia decidido contra o WHCC em uma ação semelhante há cinco anos. Agora, além da dívida principal, o ministério terá que arcar com honorários advocatícios e juros diários.
Essa não é a primeira vez que as finanças do ministério de Benny Hinn são questionadas. Em 2021, uma ação anterior já havia resultado em condenação por dívidas não pagas. O caso levanta questões sobre a transparência financeira de grandes ministérios e o uso dos recursos dos fiéis.
O que a Bíblia diz sobre finanças e integridade no ministério?
A Bíblia é clara quanto à importância da honestidade e da boa administração dos recursos, especialmente quando se trata do trabalho de Deus. Em 2 Coríntios 8:20-21, Paulo escreve: “Evitamos que alguém nos critique quanto a esta abundante oferta que estamos administrando; pois estamos tendo o cuidado de fazer o que é correto, não apenas aos olhos do Senhor, mas também aos olhos dos homens.”
O apóstolo Paulo também orienta que os líderes cristãos devem ser exemplos de integridade. Em 1 Timóteo 3:8-9, ele diz: “Da mesma forma, os diáconos devem ser dignos de respeito, sinceros, não amigos de muito vinho, nem de lucros desonestos. Devem conservar o mistério da fé com a consciência limpa.”
Quando um ministério enfrenta dívidas e ações judiciais, é natural que a confiança dos fiéis seja abalada. A transparência financeira não é apenas uma recomendação bíblica, mas uma necessidade para manter a credibilidade do testemunho cristão.
Lições para líderes e fiéis: como evitar problemas financeiros no ministério
1. Prestar contas regularmente
Uma das principais lições deste caso é a importância de prestar contas de forma clara e periódica. Igrejas e ministérios devem manter registros financeiros detalhados e compartilhá-los com os doadores. Em Provérbios 27:23, lemos: “Cuide bem dos seus rebanhos e tome conta dos seus negócios.”
2. Honrar compromissos financeiros
O não pagamento de fornecedores pode manchar o testemunho cristão. Romanos 13:7 nos lembra: “Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra.”
3. Buscar aconselhamento financeiro
Líderes cristãos devem contar com profissionais qualificados para administrar as finanças. Provérbios 15:22 afirma: “Os planos fracassam por falta de conselho, mas com muitos conselheiros eles se realizam.”
Reflexão final: como podemos orar e agir?
Casos como este nos convidam a orar pelos líderes cristãos, para que ajam com sabedoria e integridade. Ao mesmo tempo, somos desafiados a examinar nossa própria conduta financeira, seja como igreja ou individualmente. Que possamos ser administradores fiéis dos recursos que Deus nos confia, lembrando que um dia prestaremos contas a Ele.
“Portanto, cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.” (Romanos 14:12, NVI-PT)
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