No dia 23 de abril, uma reunião significativa ocorreu na Costa Rica, reunindo o presidente cessante Rodrigo Chaves, a presidente eleita Laura Fernández e os líderes da Federação da Aliança Evangélica Costarriquenha (FAEC). Este evento, relatado pelo Diario Cristiano International, marcou um passo importante na transição política prevista para 8 de maio. As conversas foram marcadas por respeito mútuo e uma vontade comum de construir um roteiro para a liberdade religiosa e a ação social no país.
Laura Fernández, que assumirá o cargo nos próximos dias, destacou a importância da fé na vida pública. “Sei que não ando sozinha; pelo contrário, sei que alguém anda comigo, que me tem na palma da mão e cuida de mim”, declarou, expressando sua confiança em Deus para guiar seu mandato. Este encontro estabeleceu as bases para uma colaboração estreita entre o Estado e as comunidades religiosas, especialmente as igrejas evangélicas, que desempenham um papel social importante na Costa Rica.
O papel social das igrejas evangélicas na sociedade costarriquenha
As igrejas evangélicas têm uma influência considerável na Costa Rica, não apenas no âmbito espiritual, mas também nas áreas social e beneficente. Durante a reunião, Rodrigo Chaves e Laura Fernández reconheceram o impacto dessas comunidades no combate à insegurança e à pobreza. “A fé é um motor de transformação indispensável para a justiça social”, afirmou o presidente cessante, pedindo uma colaboração reforçada entre o Estado e os atores religiosos.
Este reconhecimento oficial do papel das igrejas evangélicas é um sinal encorajador para a liberdade religiosa no país. Laura Fernández prometeu um governo de diálogo e concórdia nacional, respeitoso do Estado de Direito, e convidou os líderes religiosos a se unirem na luta contra a violência e pela promoção dos valores familiares. Como lembra a Bíblia: “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” (Mateus 5:9, NVI).
Um governo aberto a todas as confissões
Laura Fernández expressou claramente seu apego à liberdade de consciência e à defesa das liberdades individuais. Ela garantiu que sua administração estará aberta a todas as confissões, reconhecendo que o povo cristão pode dar uma contribuição moral essencial para a construção da nação. “Pretendo presidir um governo de diálogo e concórdia nacional, respeitoso e firme no Estado de Direito”, declarou.
Essa abertura é uma boa notícia para os cristãos da Costa Rica, que poderão continuar exercendo sua fé livremente e participando ativamente da vida pública. O presidente cessante Rodrigo Chaves também incentivou a nova presidente a continuar a ação em favor dos mais vulneráveis, afirmando que seu governo trabalhou pelos “esquecidos e invisíveis” da sociedade. “Disse à Sra. Laura, e digo a vocês, que meu governo e eu esperamos que o dela continue orientado para os esquecidos, os invisíveis, que reconhecem claramente com seu voto a necessidade de continuidade”, acrescentou.
Uma transição política sob o signo da fé
A transição política na Costa Rica se anuncia, portanto, sob o signo da colaboração entre o Estado e as comunidades de fé. Os líderes da FAEC saudaram este encontro e esperam que o novo governo continue respeitando e promovendo a liberdade religiosa. Para os cristãos, este evento é uma oportunidade de orar pelas novas autoridades e de se engajar na construção de uma sociedade mais justa e fraterna.
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