Na segunda-feira, 18 de maio, o Papa Leão XIV recebeu em audiência Sua Santidade Aram I, Catholicos da Cilícia dos Armênios, em um gesto que reforça o compromisso com a unidade entre os cristãos. O encontro ocorreu no Palácio Apostólico, em Roma, e foi marcado por palavras de acolhimento e oração. O Catholicos, que lidera o Catolicato da Cilícia com sede em Antelias, Líbano, foi saudado pelo Pontífice com uma bênção: "Que a graça e a paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo estejam com vocês".
O Papa recordou a figura de São Paulo, "o Apóstolo por excelência da comunhão entre as Igrejas", confiando a ele a peregrinação dos líderes armênios a Roma. Esse encontro não é apenas um evento diplomático, mas um passo concreto na caminhada ecumênica, tão necessária em um mundo dividido.
O legado de São Nerses, o Gracioso
Durante o discurso, o Santo Padre destacou a memória de São Nerses, o Gracioso, que foi Catholicos da Cilícia no século XII e é reconhecido como um pioneiro do ecumenismo. Recentemente inscrito no Martirológio Romano, São Nerses é um exemplo de diálogo e amor entre as tradições cristãs. Sua vida e obra inspiram cristãos de todas as denominações a buscar a unidade, superando diferenças históricas.
O Papa Leão XIV enfatizou que "a unidade não é uniformidade, mas comunhão na diversidade". Essa visão está alinhada com o ensinamento bíblico de que "há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação" (Efésios 4:4, ARA).
O compromisso com o diálogo ecumênico
A Igreja Armênia, uma das mais antigas tradições cristãs, mantém laços estreitos com a Igreja Católica. O encontro entre o Papa e o Catholicos reafirma o desejo mútuo de superar divisões e testemunhar juntos o Evangelho. O Papa Francisco, que faleceu em abril de 2025, também havia priorizado o ecumenismo, e o Papa Leão XIV dá continuidade a esse legado.
Em sua saudação, o Pontífice citou as palavras de Jesus: "Que todos sejam um, assim como tu, ó Pai, estás em mim e eu em ti" (João 17:21, NVI-PT). Essa oração sacerdotal de Cristo é o fundamento de todo esforço ecumênico.
Desafios e esperanças para a unidade cristã
Apesar dos avanços, o caminho para a unidade plena ainda enfrenta obstáculos teológicos, históricos e culturais. No entanto, o Papa Leão XIV expressou otimismo: "O Espírito Santo sopra onde quer, e temos visto sinais de reconciliação que nos enchem de esperança". Ele lembrou que "o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado" (Romanos 5:5, ARA).
Os cristãos são chamados a fortalecer os laços fraternos, não apenas em encontros oficiais, mas no dia a dia das comunidades locais. A oração pela unidade, o estudo conjunto das Escrituras e o serviço aos pobres são caminhos práticos para viver essa comunhão.
O papel das igrejas locais
Cada comunidade cristã pode contribuir para a unidade. Em um mundo marcado por conflitos, o testemunho de amor entre irmãos de diferentes tradições é um sinal poderoso. O Papa encorajou os fiéis a "não se cansarem de buscar a paz e a reconciliação, começando em suas próprias famílias e paróquias".
Como está escrito: "Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens" (Romanos 12:18, ARA).
Reflexão para o leitor
Que tal refletir sobre como você pode promover a unidade entre os cristãos ao seu redor? Talvez orando por líderes de outras denominações, participando de um evento ecumênico ou simplesmente estendendo a mão a um irmão de fé diferente. A unidade começa com pequenos gestos de amor e respeito.
"Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus" (Mateus 5:9, NVI-PT).
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