Cathédrale Saint-Pierre de Beauvais
Informações Gerais
Denominação
Católica
Endereço
Voie des Chasse-Marée
Beauvais, Hauts-de-France, Francia
C.P. 60000
Localização
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Dados de localização: © OpenStreetMap contributors via LocationIQ | Visualização: Google Maps
Como Chegar
Endereço: Voie des Chasse-Marée Beauvais, Hauts-de-France, Francia
Sobre Cathédrale Saint-Pierre de Beauvais
📜 História
A Catedral de Beauvais ergue-se sobre um local religioso com raízes carolíngias do século IX. A construção da atual estrutura gótica começou em 1225, por iniciativa do bispo Milo de Nanteuil, com o objetivo de criar o coro de maior altura jamais concebido para uma catedral cristã. As obras avançaram por etapas: o coro foi completado por volta de 1272, após uma interrupção entre 1232 e 1238 provocada por uma crise de financiamento derivada de tensões com o rei Luís IX. Em 1284, uma parte das abóbadas do coro desabou, obrigando a reforços estruturais que atrasaram décadas o projeto. Durante o século XVI construíram-se os braços do cruzeiro sob a direção do arquiteto Martin Chambiges, e em 1569 concluiu-se uma torre-lanterna de 153 metros de altura, que foi por um breve período a estrutura mais alta do mundo. No dia 30 de abril de 1573, Dia da Ascensão, a torre e parte das abóbadas do cruzeiro desabaram novamente. Este segundo colapso pôs fim definitivo aos planos de construir a nave central, deixando o edifício incompleto até hoje. Em 1840 foi declarada Monumento Histórico da França.
🏛️ Arquitetura
O edifício pertence ao gótico francês nas suas três variantes cronológicas. O coro, erguido no século XIII, emprega abóbadas sexpartidas que alcançam 48 metros de altura interior, a maior jamais conseguida numa catedral gótica. As sete capelas radiais da abside dispõem-se em torno do deambulatório com grande precisão geométrica. Os braços do cruzeiro, desenhados por Martin Chambiges no século XVI, exibem fachadas de estilo gótico flamejante com rosáceas de 11 metros de diâmetro e ornamentação escultórica elaborada. O material dominante é a pedra calcária local. A ausência de nave central — nunca construída — converte o conjunto numa estrutura arquitetonicamente singular: o coro e o cruzeiro são os únicos espaços cobertos permanentes. Arcobotantes reforçados com varas de ferro — substituídas por aço no século XX — sustentam os muros perimetrais do coro. A catedral alberga ainda um relógio astronómico instalado entre 1865 e 1868, composto por aproximadamente 90.000 peças e 52 esferas, um dos mecanismos de relojoaria mais complexos do século XIX. Os vitrais do século XVI, alguns atribuídos ao artista local Engrand Le Prince, representam cenas bíblicas e figuras de santos.
⭐ Dados relevantes
A catedral é a sede do bispado de Beauvais e está dedicada ao apóstolo São Pedro, cuja festa se celebra a 29 de junho. Como monumento histórico catalogado desde 1840, faz parte do património arquitetónico nacional da França. O seu coro de 48 metros de altura é reconhecido por especialistas em história da arquitetura como o exemplo mais extremo da ambição construtiva gótica medieval, um experimento estrutural cujos limites ficaram expostos pelos colapsos de 1284 e 1573. O edifício figura em estudos académicos internacionais sobre mecânica de estruturas e preservação de monumentos históricos. Os vitrais renascentistas que conserva constituem um conjunto de referência para a história da arte europeia do século XVI. O governo francês iniciou em setembro de 2022 uma campanha de restauração centrada na cobertura e na retirada de apoios temporários interiores. A capela dedicada a Santa Joana d'Arc reflete a importância dessa personagem na memória religiosa da região de Hauts-de-France. O edifício recebe visitantes durante todo o ano, sendo acessíveis a nave do cruzeiro e o coro.
Beauvais conserva na sua catedral um testemunho concreto da ambição arquitetónica medieval e das suas consequências reais. Quem visita o coro gótico compreende imediatamente por que este edifício continua a ser objeto de estudo entre arquitetos e historiadores: a altura das suas abóbadas, a luz filtrada pelos vitrais do século XVI e a escala do espaço são difíceis de igualar. A restauração em curso torna cada visita numa experiência também arqueológica, onde o visitante observa o edifício no seu processo ativo de conservação.
✍️ Editado por Benjamín Restrepo
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Informação verificada pela equipe editorial do EncuentraIglesias
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