No dia 8 de maio de 2026, completou-se o primeiro ano do pontificado de Leão XIV, o 266º Papa da Igreja Católica. Durante estes doze meses, o sucessor de Francisco buscou manter viva a chama de uma Igreja em saída, próxima aos mais vulneráveis e atenta aos sinais dos tempos. Embora o mundo tenha mudado desde aquele conclave de maio de 2025, a missão continua a mesma: anunciar o Evangelho com alegria e sem medo.
Leão XIV, cujo nome de batismo é Robert Francis Prevost, priorizou o diálogo inter-religioso, a defesa dos migrantes e uma pastoral que combina tradição com inovação. Neste primeiro ano, visitou três continentes, publicou duas encíclicas e recebeu líderes de diferentes confissões. Mas além dos números, o que marca seu pontificado é o estilo: simples, próximo e profundamente humano.
Os números de um ano de serviço
O balanço do primeiro ano de Leão XIV pode ser medido em dados concretos. Ele realizou 47 audiências gerais, 12 viagens apostólicas (incluindo visitas ao México, Quênia e Filipinas) e nomeou 23 novos cardeais, a maioria de países com forte presença católica no Sul global. Também assinou duas encíclicas: Spes in Caritate (A Esperança na Caridade) e Paz na Terra, esta última dedicada à resolução de conflitos armados.
No âmbito litúrgico, presidiu 34 celebrações no Vaticano e participou de encontros ecumênicos com representantes da Comunhão Anglicana, da Igreja Ortodoxa e do Conselho Mundial de Igrejas. Leão XIV insistiu que a unidade dos cristãos não é uma opção, mas um mandamento do Senhor:
“Para que todos sejam um; como tu, ó Pai, estás em mim, e eu em ti, que também eles sejam um em nós” (João 17:21, NVI).
Em matéria de gestão, continuou as reformas econômicas iniciadas por Francisco, com foco na transparência e no combate à corrupção. A Santa Sé publicou pela primeira vez um relatório detalhado de suas finanças, mostrando um déficit controlado e um aumento nas doações para obras de caridade.
Os desafios globais que marcaram o ano
O contexto internacional foi complexo. A guerra na Ucrânia completou três anos sem sinais de trégua, a crise climática atingiu com força o Sudeste Asiático e a América Central, e as migrações alcançaram números recordes na fronteira sul dos Estados Unidos e no Mediterrâneo. Leão XIV tem sido uma voz constante a favor da paz e da justiça.
Em dezembro de 2025, o Papa viajou à Ucrânia para se encontrar com famílias deslocadas e líderes religiosos. Lá, pediu “o fim dessa loucura” e ofereceu a mediação do Vaticano. Sua mensagem foi clara: a guerra nunca é a solução.
“Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus” (Mateus 5:9, NVI).
Outro tema candente foi a relação com o governo dos Estados Unidos. No início de 2026, o presidente Donald Trump criticou abertamente o Pontífice por suas posições sobre migração e mudança climática. Leão XIV respondeu com serenidade, lembrando que a Igreja não pode se calar diante do sofrimento dos mais fracos. Essa tensão, longe de enfraquecer sua liderança, fortaleceu-a aos olhos de muitos católicos que valorizam uma voz profética independente.
A crise dos migrantes: um chamado profético
Um dos eixos do pontificado tem sido a defesa dos migrantes. Em sua encíclica Paz na Terra, Leão XIV dedica um capítulo inteiro ao tema, citando a parábola do bom samaritano como modelo de acolhimento. “Não podemos construir muros enquanto nossos irmãos morrem no deserto ou no mar”, afirmou durante sua visita à fronteira entre México e Estados Unidos em março de 2026.
Lá, celebrou uma missa em Ciudad Juárez e se encontrou com famílias
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