Há 24 anos, o Papa Leão XIV pregou a paz após o 11 de Setembro: uma lição de perdão que ecoa hoje

Fonte: EncuentraIglesias Editorial

Em setembro de 2001, os ataques terroristas ao World Trade Center e ao Pentágono abalaram o mundo. Em meio à consternação geral e aos clamores por vingança, o então prior geral dos agostinianos, Robert Prevost — hoje Papa Leão XIV — ergueu sua voz. Em um sermão no dia 21 de setembro de 2001, em Roma, ele se posicionou firmemente contra retaliações e, em vez disso, clamou pela paz e reconciliação. Este sermão foi agora publicado em um livro com textos inéditos do Papa.

Há 24 anos, o Papa Leão XIV pregou a paz após o 11 de Setembro: uma lição de perdão que ecoa hoje

As palavras do Papa Leão XIV daquela época continuam extremamente atuais. Elas nos lembram que os cristãos, em tempos de crise, não devem seguir o grito de vingança, mas o exemplo de Jesus Cristo, que nos ensina a amar nossos inimigos e orar por aqueles que nos perseguem.

O mandamento bíblico da paz

A Bíblia fala repetidamente sobre a importância da paz. Já no Antigo Testamento lemos: "Busca a paz e empenha-te por ela" (Salmo 34:14, NVI). O próprio Jesus diz no Sermão do Monte: "Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus" (Mateus 5:9, NVI). O apóstolo Paulo exorta a igreja em Roma: "Não se deixe vencer pelo mal, mas vença o mal com o bem" (Romanos 12:21, NVI).

Essas palavras não são apenas ideais piedosos, mas instruções concretas para a vida cristã. O Papa Leão XIV deixou isso claro em seu sermão: a vingança não leva a uma paz duradoura, mas apenas gera mais violência. Em vez disso, os cristãos são chamados a construir pontes de reconciliação e promover a paz em seu ambiente.

A importância do perdão

Um aspecto central da mensagem cristã de paz é o perdão. Jesus nos ensina no Pai Nosso: "Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores" (Mateus 6:12, NVI). Perdoar não é fácil, especialmente quando o mal sofrido é grande. No entanto, é o único caminho para quebrar o ciclo de violência e vingança.

O Papa Leão XIV enfatizou em seu sermão que a verdadeira força não está na vingança, mas na capacidade de perdoar. Isso segue o exemplo de Jesus, que na cruz orou por seus algozes: "Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem" (Lucas 23:34, NVI).

O perdão como ato de libertação

O perdão não liberta apenas o outro, mas também a nós mesmos. Quando nos apegamos ao rancor e à amargura, ficamos presos. Ao perdoar, nos abrimos para a paz de Deus e nos tornamos livres para viver em amor e reconciliação. O apóstolo Paulo escreve: "Suportem-se uns aos outros e perdoem-se mutuamente, se alguém tiver queixa contra outro. Assim como o Senhor os perdoou, perdoem também vocês" (Colossenses 3:13, NVI).

O papel da Igreja em tempos de conflito

A Igreja, como comunidade de crentes, é chamada a ser um sinal de paz no mundo. Em tempos de guerra e terror, é chamada a falar profeticamente e apontar o caminho da não violência. O Papa Leão XIV fez isso em seu sermão, dando um forte testemunho.

A Igreja também pode ajudar concretamente, criando espaços de encontro e diálogo onde a reconciliação se torna possível. Pode trabalhar pela justiça e apoiar as vítimas da violência. Ao mesmo tempo, deve lembrar constantemente a mensagem de Jesus, que é uma mensagem de paz.

Aplicação prática para hoje

O que podemos aprender com o sermão do Papa Leão XIV para nossa própria vida? Primeiro, somos chamados a promover a paz em nosso círculo pessoal. Isso pode significar não deixar que os conflitos em casa ou no trabalho se agravem, mas buscar soluções. Também envolve estar disposto a perdoar, mesmo quando é difícil. A paz começa com pequenos gestos: uma palavra amável, um gesto de reconciliação, uma oração por aqueles que nos magoaram. Como cristãos, somos chamados a ser instrumentos de paz em um mundo frequentemente dividido pelo ódio e pela violência.


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