Sua igreja local: o ponto de partida para a missão mundial de Deus

Fonte: EncuentraIglesias Editorial

Você já assistiu a um time esportivo que não acompanha realmente? Talvez comemore quando eles marcam, sinta uma pontada de decepção quando perdem, mas no final, você não está profundamente envolvido. Seu coração não está totalmente nisso porque você não caminhou a jornada com eles. Infelizmente, isso às vezes pode descrever como nos relacionamos com missionários — pessoas que apoiamos em teoria, mas das quais permanecemos desconectados na prática.

Sua igreja local: o ponto de partida para a missão mundial de Deus

O coração de Deus bate por todas as nações, e Ele projetou uma forma bela e prática para que cada cristão participe genuinamente desta missão global. Começa não com uma organização distante, mas exatamente onde estamos plantados: em nossa comunidade de igreja local.

O plano bíblico para o envio

Quando olhamos para a igreja primitiva, vemos um padrão claro. Os missionários não eram cowboys solitários nem empregados de agências distantes; eles eram enviados de dentro do corpo de crentes. O livro de Atos nos dá um exemplo poderoso. Em Antioquia, foi a igreja — crentes comuns adorando, jejuando e orando juntos — que o Espírito Santo usou para separar Paulo e Barnabé para a obra à qual Deus os havia chamado (Atos 13:1-3).

"Enquanto adoravam o Senhor e jejuavam, o Espírito Santo disse: 'Separem-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado'." (Atos 13:2, NVI)

Esta não foi uma decisão de cima para baixo de uma sede remota. Foi um ato comunitário de discernimento e comissionamento. A igreja local foi o corpo enviador, a família que orou por eles, impôs as mãos sobre eles e os liberou para o serviço de Deus. Esse padrão nos lembra que a autoridade e a responsabilidade de fazer discípulos de todas as nações foram dadas à igreja (Mateus 28:18-20). A congregação local deve ser a comunidade principal de envio e apoio para aqueles chamados ao ministério transcultural.

De espectadores a participantes

Então, por que muitas vezes existe uma lacuna entre nossas igrejas e nossos missionários? Às vezes, as estruturas de envio podem, sem querer, contornar a igreja local, buscando apoio diretamente de indivíduos. Outras vezes, as próprias igrejas podem não abraçar plenamente seu papel, vendo as missões como um programa administrado pela equipe, em vez do chamado de cada membro.

O apóstolo Paulo escreveu aos efésios sobre o propósito de Deus para a igreja: "com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado" (Efésios 4:12, NVI). Isso inclui a obra de levantar, afirmar e enviar aqueles chamados a servir em outras culturas. Quando essa responsabilidade é vista como pertencente apenas aos pastores ou a um comitê de missões, o restante da congregação pode se tornar espectadores passivos, torcendo da arquibancada, mas não verdadeiramente engajados.

Cultivando uma cultura de envio

Construir uma igreja onde cada membro sinta propriedade na missão global começa com um discipulado intencional. Trata-se de ajudar uns aos outros a crescer na fé e descobrir como Deus pode nos usar em Sua obra do reino, seja do outro lado da rua ou do outro lado do oceano. Isso envolve:

  • A oração como primeira resposta: Orar regularmente pelo nome dos missionários apoiados por sua igreja. Não apenas pelo "sucesso ministerial" deles, mas por sua saúde, família, vitalidade espiritual e adaptação cultural.
  • Conexão relacional: Tratar os missionários como membros estendidos da família. Escrever e-mails encorajadores, enviar pacotes de cuidado e fazer videchamadas quando possível. Lembrar aniversários e datas especiais.
  • Parceria financeira com compreensão: Doar não como uma contribuição distante, mas como um investimento em pessoas que você conhece e ama. Compreender suas necessidades e desafios específicos.
  • Levantando a próxima geração: Incentivar os jovens a considerar como Deus pode usá-los globalmente. Realizar eventos e conversas focados em missão que tornem o serviço transcultural uma parte normal do discipulado cristão.

O dom da mútua


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