Como pais, desejamos o melhor para nossos filhos. Queremos que eles cresçam felizes, seguros e bem-sucedidos. Mas, às vezes, sem perceber, nossas próprias necessidades, medos e inseguranças se tornam o motor da nossa criação. Em vez de guiá-los com o amor e a graça que Deus nos dá, podemos estar colocando sobre eles cargas que não são deles. Como saber se estamos criando a partir da nossa necessidade ou do amor de Deus? Aqui estão quatro sinais que podem ajudar você a refletir.
1. O sucesso dos seus filhos define o seu valor
É natural se alegrar quando seus filhos conseguem algo: uma boa nota, um gol no jogo, um reconhecimento. Mas quando o sucesso deles se torna a medida do seu valor como pai ou mãe, algo está desequilibrado. Pergunte-se: Você se sente um fracasso como pai se eles não atingem certas metas? Você fala mais sobre as conquistas deles do que sobre o caráter?
A Bíblia nos lembra que nossa identidade está em Cristo, não no desempenho dos nossos filhos. Efésios 2:8-9 diz:
"Porque pela graça vocês são salvos, mediante a fé; e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie" (NVI).Se você coloca sua segurança nas conquistas dos seus filhos, eles carregarão um fardo que não foram projetados para carregar. Deus já te deu tudo o que você precisa Nele. Seu valor não depende do que eles fazem.
O que você pode fazer?
Concentre-se em celebrar o esforço e o coração, não apenas o resultado. Ensine a eles que o valor deles vem de serem amados por Deus, não de notas ou troféus. Ore para que Deus ajude você a encontrar sua identidade Nele, não no desempenho dos seus filhos.
2. Sua reputação importa mais do que o coração deles
É fácil cair na armadilha de querer que nossos filhos se comportem bem para que os outros nos vejam como bons pais. Mas quando a opinião dos outros governa suas decisões, você está criando para a aprovação humana, não para a glória de Deus.
Provérbios 29:25 nos adverte:
"O temor do homem é uma armadilha, mas quem confia no Senhor está seguro" (NVI).Se você está mais preocupado com o que vão dizer na igreja ou na escola do que com a condição do coração do seu filho, é hora de reavaliar. Seus filhos não são um projeto para exibir; são almas confiadas aos seus cuidados.
O que você pode fazer?
Pergunte-se: Corrijo meus filhos por amor ou por vergonha? Ensino eles a se arrepender e buscar a Deus, ou apenas a aparentar? Busque a aprovação de Deus primeiro, e deixe que o amor Dele guie suas correções.
3. Você exige dos seus filhos o que só Deus pode dar
Às vezes, sem perceber, esperamos que nossos filhos nos deem paz, alegria ou satisfação. Mas nenhuma pessoa pode preencher o vazio que só Deus pode preencher. Quando você coloca essa expectativa em seus filhos, está usando-os para satisfazer suas necessidades emocionais — um fardo pesado demais para eles.
Jesus disse em Mateus 11:28:
"Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso" (NVI).Ele é quem pode te dar descanso e paz. Não peça aos seus filhos que façam o que só Cristo pode fazer. Liberte-os dessa pressão e permita que Deus seja sua fonte de conforto e plenitude.
O que você pode fazer?
Identifique quais necessidades emocionais você está buscando em seus filhos. Leve essas necessidades a Deus em oração. Busque comunidades de fé onde você possa receber apoio e encorajamento. Lembre-se: seus filhos são um presente, não sua salvação.
4. A disciplina se torna controle, não formação
A disciplina bíblica tem como objetivo formar o caráter e guiar ao arrependimento, não simplesmente controlar o comportamento. Quando sua criação se concentra em fazer seus filhos obedecerem sem questionar, independentemente do entendimento ou coração deles, você pode estar criando a partir do medo, não do amor. A disciplina de Deus é sempre enraizada no amor e busca o bem da criança. Reflita se sua disciplina edifica ou destrói.
O que você pode fazer?
Examine seus motivos. Você está disciplinando para ensinar e restaurar, ou para desabafar frustração e manter controle? Peça a Deus sabedoria para disciplinar de uma forma que reflita o coração Dele—firme, mas amorosa; consistente, mas cheia de graça.
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