O governo federal austríaco está negociando o orçamento para os anos de 2027 e 2028. Várias medidas de austeridade estão em discussão, afetando especialmente as famílias. A Associação Católica de Famílias da Áustria expressou críticas contundentes: os cortes planejados e a falta de ajuste pela inflação nos benefícios familiares são injustificáveis do ponto de vista cristão. "As famílias não são um fator de custo, mas o fundamento da nossa sociedade", enfatiza a associação.
Em tempos de aumento do custo de vida, muitos lares estão sob pressão. A inflação atinge especialmente aqueles que já precisam administrar recursos limitados. De uma perspectiva bíblica, isso lembra o chamado para cuidar dos fracos e necessitados. Como diz o Antigo Testamento: "Ame o seu próximo como a si mesmo" (Levítico 19:18, NVI). Uma política responsável deve considerar as necessidades de todos os grupos populacionais.
Falta de ajuste pela inflação: um fardo para famílias numerosas
A associação vê com especial preocupação que o abono de família e outros benefícios não tenham sido ajustados pela inflação em 2026 e 2027. Agora, 2028 ameaça ser o terceiro ano sem compensação. "Para uma família com vários filhos, isso soma várias centenas de euros por ano", afirma a associação. Desde 2020, os preços na Áustria subiram mais de 36 por cento. Se os benefícios não forem ajustados, perdem valor real – e isso atinge principalmente as famílias de baixa renda.
A Bíblia clama por justiça: "Quem trata bem os necessitados honra a Deus" (Provérbios 14:31, NVI). Uma sociedade que não apoia adequadamente as famílias age com miopia. As crianças não são apenas uma alegria privada, mas um bem social que merece investimento.
Bônus familiar: restrição da liberdade de escolha?
Outro ponto de discórdia é o corte planejado de 500 euros no bônus familiar para famílias com um único provedor. No futuro, o bônus para crianças acima de três anos só será pago integralmente se ambos os pais estiverem empregados. A associação critica isso como uma "restrição da liberdade de escolha": pais que cuidam dos filhos em casa seriam punidos. No entanto, o cuidado dos filhos é um trabalho valioso que não deve ser menosprezado.
Do ponto de vista cristão, a família é o lugar onde os valores são transmitidos e a segurança é oferecida. Paulo escreve: "Pais, não irritem seus filhos; antes, criem-nos segundo a disciplina e a instrução do Senhor" (Efésios 6:4, NVI). Esse trabalho educativo merece reconhecimento – independentemente de ser realizado por um ou ambos os pais.
Trabalho em tempo parcial é penalizado
Particularmente problemático é o aumento planejado da contribuição para o seguro-desemprego. Isso afeta principalmente mulheres que retornam ao mercado de trabalho e mães que trabalham em tempo parcial devido a responsabilidades de cuidado. A associação calcula: "Se uma mãe trabalha em tempo parcial para receber o bônus familiar, pode ter que pagar 918 euros de contribuição ao seguro-desemprego – perdendo assim o bônus". Isso é "um tapa na cara de milhares de famílias".
A Bíblia clama por solidariedade: "Levem as cargas uns dos outros, e assim cumprirão a lei de Cristo" (Gálatas 6:2, NVI). Em vez de sobrecarregar as famílias, as medidas políticas devem aliviá-las e dar-lhes a liberdade de escolher seus próprios modelos de vida.
Um chamado à reflexão
A Associação Católica de Famílias entende suas críticas não como polêmica política, mas como um incentivo para repensar. "Entendemos as medidas de austeridade, mas elas devem ser distribuídas de forma justa", afirma a associação. As famílias não devem ser as únicas a pagar a conta. O governo é chamado a encontrar um equilíbrio que não sacrifique o bem-estar das famílias em prol da consolidação fiscal. "Investir em famílias é investir no futuro", conclui a associação.
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