Niko Kovač, técnico do Borussia Dortmund, falou abertamente sobre sua fé católica em uma entrevista recente. O treinador de 53 anos, que cresceu em Berlim como filho de pais croatas, oferece um raro vislumbre de sua prática religiosa, marcada pela missa regular e pela confissão.
Kovač enfatiza que a fé desempenha um papel central em seu dia a dia. “Vou à missa aos domingos sempre que possível”, explicou. Ele valoriza especialmente a comunidade da paróquia croata em Dortmund, que lhe proporciona um pedaço do lar e um refúgio espiritual.
A importância da confissão na vida de Niko Kovač
Um elemento central de sua vida de fé é a confissão. Kovač a descreve como uma oportunidade de enfrentar os próprios erros e experimentar o perdão. “Todos nós cometemos erros”, diz ele. “Uns admitem, outros não. Eu tenho a oportunidade de ir à confissão e confessar meus pecados.”
Ele não vê essa prática como um sinal de fraqueza, mas como uma expressão de humildade e responsabilidade. “A gente tem que tentar tratar o próximo com amor, cortesia, gentileza, atenção e ajuda”, enfatiza o treinador. A confissão o ajuda a renovar esse compromisso continuamente.
“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 João 1:9, Nova Versão Internacional)
O sinal da cruz antes das refeições: um ritual de gratidão
Kovač também compartilha um pequeno, mas significativo hábito: antes de comer, ele faz o sinal da cruz. Para ele, é uma expressão de gratidão. “Temos a sorte de ter tudo o que comemos. Há outras pessoas no mundo que não têm”, explica.
O ritual de se benzer e orar em família é natural para ele. “A gente agradece pelos dons que Deus nos deu. É preciso ser grato. Não podemos ficar só dizendo: ‘Eu queria ter mais’. Mas também dizer: ‘Obrigado, estamos muito bem’.”
A gratidão como virtude cristã
Essa atitude de gratidão está alinhada com princípios bíblicos. Nos Salmos está escrito: “Rendei graças ao Senhor, porque ele é bom; porque a sua misericórdia dura para sempre” (Salmo 107:1, Nova Versão Internacional). Kovač vive essa gratidão no dia a dia, mesmo sob a intensa pressão de ser técnico de futebol profissional.
Falar abertamente sobre a fé: sem esconder
O treinador fala com total franqueza sobre sua prática religiosa. “Não me escondo”, diz. “Não quero nem preciso esconder, porque quem me vê regularmente sabe, e está tudo bem.” Essa abertura não é comum no mundo do esporte de elite, mas Kovač não tem medo de mostrar sua fé.
Ele está convencido: “Acredito firmemente que Deus existe. Também acredito que temos um propósito aqui e que a vida continua após a morte”. Essa convicção orienta suas ações e lhe dá força nos altos e baixos da carreira de treinador.
Fé e futebol: como se complementam
Kovač mostra que fé e futebol não são contraditórios. Ele tenta ir à missa aos domingos quando a agenda de treinos permite. “Em Dortmund temos uma paróquia croata, e quando não treinamos no domingo, procuro estar lá.”
Mas mesmo durante a semana, ele busca a proximidade de Deus. “Sei que sou um pecador. Mas tenho a oportunidade, por meio da confissão, de limpar tudo isso”, explica. Essa certeza do perdão lhe dá forças para o seu trabalho diário.
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