Em um gesto de colaboração e fé, líderes evangélicos da República Dominicana decidiram se unir ao esforço do governo para mitigar os efeitos da crise global que afeta todos os setores. A comissão designada pelo presidente Luis Abinader reuniu-se com representantes da comunidade evangélica na sede do Serviço Social de Igrejas Dominicanas, buscando construir uma frente comum diante dos desafios econômicos e sociais decorrentes do conflito no Oriente Médio.
Este encontro não é um fato isolado, mas parte de um diálogo mais amplo que incluiu empresários, ex-presidentes e a Igreja Católica. A participação dos evangélicos reflete o compromisso da igreja com o bem-estar do país, lembrando as palavras do apóstolo Paulo:
"Portanto, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, especialmente aos da família da fé" (Gálatas 6:10, NVI).
Propostas concretas a partir da fé
Lorenzo Mota King, diretor executivo do Serviço Social de Igrejas Dominicanas, liderou a delegação evangélica e anunciou que em uma próxima reunião apresentarão propostas concretas para aliviar a crise. "Queremos pensar juntos como encontrar uma saída conjunta que mantenha o progresso e proteja os mais vulneráveis", afirmou. Essas propostas incluem iniciativas de ajuda alimentar, apoio a pequenos negócios e programas de capacitação profissional.
A igreja sempre teve um papel profético de denúncia, mas também de construção. Em tempos de crise, o chamado bíblico é claro:
"Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai das misericórdias e Deus de toda consolação, que nos consola em todas as nossas tribulações, para que possamos consolar os que estão em qualquer tribulação" (2 Coríntios 1:3-4, NVI).
O papel da igreja na sociedade
Esse tipo de colaboração não é novo na República Dominicana. Historicamente, as igrejas evangélicas têm participado de programas sociais e de desenvolvimento comunitário. No entanto, a magnitude da crise atual — com inflação, desemprego e tensões internacionais — exige uma resposta coordenada. Os líderes religiosos entendem que sua voz não deve ser ouvida apenas nos púlpitos, mas também nas mesas de diálogo nacional.
O governo, por sua vez, valorizou esse apoio. Os ministros José Ignacio Paliza e Eduardo Sanz Lovatón apresentaram o plano de ação governamental para reduzir o impacto econômico nas famílias, destacando a importância de somar esforços de todas as frentes.
A crise global e seus efeitos locais
O conflito no Oriente Médio, especialmente a situação no Irã, desencadeou uma série de consequências que transcendem fronteiras. O aumento nos preços do petróleo, a interrupção das cadeias de suprimento e a incerteza econômica atingem com força países como a República Dominicana, onde os setores mais vulneráveis já enfrentam dificuldades.
Diante desse panorama, a igreja não pode permanecer indiferente. Como diz Tiago:
"A religião pura e imaculada diante de Deus, nosso Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo" (Tiago 1:27, NVI).Por isso, as propostas a serem preparadas devem ser práticas e sustentáveis, buscando aliviar o sofrimento e promover a justiça.
Um exemplo de esperança
A reunião da última sexta-feira é apenas o começo. Os evangélicos dominicanos demonstraram que, quando a fé se traduz em ação, grandes coisas podem ser alcançadas. Esse modelo de colaboração entre igreja e estado pode ser um exemplo para outros países da região que enfrentam crises semelhantes.
Como cristãos, lembramos que nossa esperança não está nos governos nem nas soluções humanas, mas em Deus, que nos chama a ser agentes de transformação.
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