Cristãos e Israel: um futuro compartilhado segundo o novo enviado especial

Fonte: EncuentraIglesias Editorial

Em um Oriente Médio marcado por tensões e conflitos, surge uma voz que convida a olhar para o futuro com novos olhos. George Deek, recentemente nomeado Enviado Especial de Israel para o mundo cristão, concedeu uma entrevista na qual destaca o vínculo profundo entre o povo judeu e os cristãos. Sua nomeação representa um sinal importante para o diálogo inter-religioso, em um momento em que a região precisa de pontes em vez de muros.

Cristãos e Israel: um futuro compartilhado segundo o novo enviado especial

Deek, de uma família árabe-cristã que vive na Terra Santa há séculos, conhece bem os desafios e as oportunidades da convivência. Sua história pessoal é um exemplo de como a fé e a identidade podem ser preservadas sem se fechar ao outro. Como ele mesmo afirma, a diversidade não deve ser temida, mas protegida. Em um contexto onde as minorias são frequentemente oprimidas, Israel se apresenta como uma exceção: a comunidade cristã não apenas sobrevive, mas cresce e prospera.

A situação dos cristãos no Oriente Médio

Infelizmente, em grande parte do Oriente Médio, os cristãos vivem sob pressão. Comunidades antigas estão diminuindo, igrejas são atacadas, a liberdade religiosa é limitada e o medo leva muitos a emigrar. É uma tragédia que toca o coração de todos os crentes. No entanto, em Israel a realidade é diferente. Desde 1948, a população cristã aumentou de cerca de 34.000 para 188.000 hoje. Os cristãos israelenses estão entre as comunidades mais instruídas do país, com papéis de destaque na medicina, direito, academia e serviço público.

Isso não significa que não haja episódios dolorosos, como a recente destruição de uma cruz no Líbano por um soldado das FDI. Deek classificou o ocorrido como inaceitável, enfatizando que a cruz é sagrada para os cristãos. No entanto, também lembrou que Israel se compromete a proteger os lugares sagrados e garantir a liberdade de culto para todos.

Um futuro unido

A mensagem central de Deek é que o futuro dos cristãos e de Israel estão entrelaçados. Essa afirmação tem raízes na Escritura, onde o profeta Jeremias exorta a buscar o bem da cidade onde se vive (Jeremias 29:7). Para os cristãos, a Terra Santa não é apenas um destino de peregrinação, mas um lugar onde a fé se encarna na história. Como diz o Salmo 122:6: «Orem pela paz de Jerusalém: vivam seguros aqueles que te amam».

Em uma época de divisões, somos chamados a ser construtores da paz. O exemplo de Deek nos lembra que o diálogo é possível, mesmo quando as diferenças parecem intransponíveis. Sua nomeação é uma oportunidade para fortalecer o entendimento mútuo e testemunhar que a diversidade pode ser uma riqueza.

O papel da Igreja

A Igreja, como comunidade de crentes, tem uma responsabilidade profética neste contexto. Não pode permanecer em silêncio diante das injustiças, mas também deve saber captar os sinais de esperança. O apóstolo Paulo nos convida a «alegrar-nos com os que se alegram e chorar com os que choram» (Romanos 12:15). Apoiar os cristãos no Oriente Médio significa orar por eles, mas também trabalhar pela justiça e pela paz.

Uma reflexão para o leitor

Queridos leitores, convidamos vocês a refletir sobre estas palavras. Como podemos, em nossa pequena medida, contribuir para um futuro de paz para a Terra Santa? Talvez possamos começar nos informando melhor, orando com mais constância e apoiando projetos de diálogo inter-religioso. A promessa de Deus é que «bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus» (Mateus 5:9). Que o Senhor nos conceda ser instrumentos de sua paz.


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